Descobriram e invadiram a Respect

No último final de semana a Respect transformou, mais uma vez, o sítio Vale das Brisa em um lugar mágico. Com uma decoração impecável – principalmente vista a noite – mostrou que uma festa não se faz apenas com um line-up recheado de TOPs internacionais. Por falar em line-up, a Respect é uma das poucas festas (além da Magic Paradise e Mystic Tribe) que consegue unir o dark, reggae, full on, prog e até um pouco de tech-house em um único espaço.

Na minha primeira Respect (março) ouvi várias pessoas comentando “tem um público diferente da Respect”, para eu que estava acostumado com as festas comerciais o público presente naquela edição realmente era diferente, era um público com uma cabeça mais aberta, pessoas pintadas de urucum, gurias com suas saias e calças saruel e todos com um sorriso enorme no rosto, um público que me fez relembrar festivais como o UP. Mas na edição deste final de semana entendi o termo “público diferente da Respect”.

Os chapéus de gnomos deram lugar as já conhecidas máscaras de Jason, cachorro e outras criaturas conhecidas só no mundo das festas comerciais, as saias e saruel foram trocadas por aquelas calças que nos fazem pensar a ginástica que a pessoa fez para vesti-la – eu ainda acredito na teoria de pedir para a irmã/amiga segurar e pular de cima do guarda roupa para conseguir entrar na bendita calça.

Não podemos esquecer também dos “bomba trancers” que exibiam toda sua masculinidade (ou não) com seus músculos artificiais injetáveis. Alguns para se destacar dos outros seguravam um pirulito daqueles de coração em uma das mãos (uma graça), que em segundos eram devorados restando apenas o palito para satisfazer uma mandíbula inquieta. Alguns “sensualizadores” também estiveram presentes para mostrar um pouco do resultado das horas de treino em frente aos espelhos, webcams e agora até as twiitcams.

Se olhássemos apenas para o público do main floor e com um tampão nos ouvidos nos sentiríamos no meio de uma festa ‘comercial’, mas estávamos em uma edição da Respect e realmente “tinha um público diferente”. Vamos deixar de lado essa única parte “negativa” e falar um pouco dos motivos que valeram a pena enfrentar 12 horas de viagem e trabalhar na segunda feira “daquele jeito”.

Como já dito no primeiro parágrafo a decoração da festa foi o grande destaque tanto no main floor, com aqueles dois robôs gigantes no palco que pareciam proteger as ‘sagradas’ caixas de som, como no chill out com suas velas penduradas. A decoração foi toda feita com tecidos, materiais recicláveis como garrafas pets, plásticos e reutilizáveis como peças de computador, motos.

No caminho entre o main floor e o chill out (passando pelo riacho) uma tenda servia para as exposições fotográficas do Silvio Sato e do Murilo Ganesh (parada obrigatória para admirar o talento de ambos). Nessa mesma tenda o pessoal se reunia para descansar e se reunir com os amigos para um “pique nique” a base de frutas.

Na parte do line-up os destaques para mim foram no main floor o projeto de Rica Amaral e Pragmatix (Man II Deep), e no chill out Pedra Branca. Também ouvi muitos comentários positivos sobre a apresentação do Planta e Raiz, mas preferi no momento não trocar um prog por um reggae (mesmo gostando de ‘Planta’).

Tirando o detalhe da ‘invasão’ a Respect foi PERFEITA, parabéns ao Edu e todos os envolvidos na organização, valeu a pena sair de Curitiba para mais uma edição! E que venha a próxima.

Veja as fotos desta edição

11 Comentários para “Descobriram e invadiram a Respect”

  1. Zen says:

    O que acham de barrar os "invasores" na portaria daqui pra frente? heaheahaehae
    Acho que só assim mesmo pra impedir que as raves virem baladinha/desfile de modas. ;-)

  2. Raphael Vaz says:

    foi minha primeira Respect, e pelo que li antes de ir, realmente percebi um público diferente do "prometido". isso também ficou perceptível quando na hora do Chill, grande parte do público deixou a tenda para ir ao Main Satage. Uma pena. O bom é que sobrou mais espaço para a expressão de quem ficou por lá, aproveitando o mágico local. Inesquecível minha primeira Respect; uma reciclagem nos conceitos sobre nossa arte e cultura.
    Tenho a impressão de que com o tempo, será inevitável a queda da Respect ao nicho comercial. Não pelos produtores necessariamente, mas pela invasão do público, como bem notada pelo RG. Por sorte, novas sementes e iniciaitivas estão sendo plantadas hoje, para que possamos continuar a aproveitar locais e festas como a Respect, perfeitas em decoração, cultura, programação e união.
    Minha próxima é a Tribal Tech, em Curitiba. Tá rolando um pouco de tensão porque como houve o cancelamento da edição de São Paulo, a gente fica meio na espreita né?!
    admiro seus comentários, sempre muito ponderados. o que você pode adiantar sobre isso? precisamos temer? o estilo da TT segue mais ou menos a linha da Respect? se puder responder via orkut, agradeço; segue link – http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&ui

    obrigado e sempre, boas vibrações ;D

  3. Gabriel R. says:

    Muito bom o texto, parabéns!
    Infelizmente a respect foi invadida por paraquedistas. Triste em ver uma festa linda dessa sendo invadida por pessoas que não dão o mesmo valor para uma festa que preza a cultura.

    Essa foi a única coisa negativa.
    Decoração do Chill out perfeita, do mainstage também, como sempre a Ilha mandando muito nas decorações.

    Muito boa suas fotos, achei interessante que você não destacou os paraquedistas que só queriam estar lá pra aparecer nas fotos.
    Parabéns!

    Abraço

  4. Juliana Valente says:

    Estilos diferentes, foi isso que ao meu ver fez a Respect chegar a um outro patamar como movimento cultural, essa intriga entre tribos (roots, patricinhas, zens, bonde da okley, hippies de botique… ) que só deu-se virtualmente, mas no ambiente todos juntos poucos desentendimentos foram vistos pelo tamanho da festa.. a palavra RESPEITO realmente prevaleceu na festa nesse sentido de diversidade humana, pessoas receptivas e abertas a conhecer novas pessoas …nao importando de qual tribo vc fosse, pois o intuito da maioria era o mesmo o culto! e isso que é o legal , como já disse John Lennon "todos os povos partilhando o mundo".

  5. LUIS ROBERTO says:

    NOSSA JULIANA VALENTE IA AQUI FAZER UM COMENTARIO MAIS AI LI SEU POST E ME RECORDEI QUE LA NA RESPECT HAVIA LIDO ALGO PARECIDO NAQUELES TECIDOS REALMENTE SOMOS TODOS IGUAIS NAO IMPORTA A ROUPA QUE VC USA ALIAS ROUPA NAO FAZ PESSOA E NEM MOLDA CARATER …EU HA MUITO TEMPO NAO OUVIA O ESTILO DE SOM QUE TOCO NA RESPECT NAO LEMBRAVA NEM DANCAR MAIS RSRS…POREM EU FUI ATE O PALCO NAS CAIXAS MEU DANCEI EM TRANSE ASSIM COMO FAZIA A 10 ANOS ATRAS NAO ME SENTI OBSERVADO COMO HOJE ME SINTO NAS FESTAS COMERCIAIS OBSERVEI MUITA GENTE DANCANDO PRA SI MESMO E ISSO FOI MUITO ENCANTADOR E AGORA VOU SER UM FREQUENTADOR DA RESPECT SEM DUVIDAS

  6. Naiara says:

    Muito bom o texto!!!!
    Cheguei no lugar achando que ia encontrar uma festa e acabei achando outra …. mesmo assim valeu a pena, estava muito organizada….
    Sem dúvida nenhuma a nossa festa foi invadida, a solução é fazer a Respect e a Earth no dia que tem festa grande, assim esse tipo de publico pode se exibir por lá….
    **** sem contar a quantidade de lixo e bituca no chão…

  7. Rodrigo O. Franco says:

    O pior de tudo não é a invasão, é a falta de educação das pessoas, Respect mais suja de todas, lata do chão e bitucas acessas e apagadas era mato!

    Eu esperava apenas que os porcos respeitassem a história e o conceito da festa e pudessem contribuir para a limpeza.

    Fiquei muito decepcionado com essa edição, rezaremos muito pra que melhore nas próximas, eu pessoalmente, acho difícil……..

    Mandou muito bem no texto Rodrigão, grande abraço!

    Rodrigo da Bruna.

  8. Leandro says:

    eles invadiram mas nao vao ficar por mto tempo! tenho fé!
    pq nao faz o estilo deles…senti falta de nao ter ido nessa ediçao! =/

  9. Lelê says:

    Aqui é a Claudinha da Bruna, também… rs =) Ah, a Claudinha do Rodrigo tbém ;)

  10. Ghatinea says:

    acredito que ao contrario de criticar este povo diferente que encontramos la, deveriamos SIM estar gratos por haver tantas tribos em harmonia, como ja citado por Luis, nos tecidos haviam escritas hospedeiras,
    "todas as tribos, todas as cores, todas as raças.." é isso EXATAMENTE que tivemos! A diversidade humana fazendo sua vez em paz uns com os outros! Reforçando: como disse John Lennon "todos os povos partilhando o mundo". É bom saber que este tipo de festival agrada tantas pessoas e que nossa arte, música, virbração, cores causa tanto interesse entre eles. Todos a igualdade! Somos contra o preconceito em qualquer ocasião e olhe só oque estamos fazendo, nós reverindo a essas pessoas nossos IRMÃOS e IRMÃS assim como nós, sangue, pele, osso, carne.. como INVASORES!
    PRESERVAR A IGUALDADE! MANTER DISTÂNCIA DE PENSAMENTOS PRECONCEITUOSOS, assim poderemos mudar as vibrações! grata pelo momento e espaço. Ghatinea Dorcas

  11. Evelise says:

    thank you for your tips! useful for m ehttp://www.camacasal.com

 

Deixe um Comentário